“Cromossomo do Amor”
- Mayara Piperno
- 21 de mar. de 2019
- 2 min de leitura

A síndrome de Down é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.
As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.
A síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento da criança.
As mulheres com síndrome de Down e a gravidez
A menstruação para meninas e mulheres com síndrome de Down não é diferente do que para seus pares na população em geral. Em média, elas começam a menstruar aos 12 anos e meio. A maioria têm ciclos regulares com as mesmas pequenas irregularidades típicas da idade grupo das mulheres em geral.
Alterações em um ciclo previamente regular pode ser devido ao processo normal de envelhecimento, ou pode ser um sinal de hipertireoidismo emergente. Irregularidade contínua do ciclo menstrual, dor significativa durante a menstruação ou sintomas pré-menstruais extremos justificam exame médico.
E se a sexualidade de pessoas com síndrome de Down ainda é um tabu na sociedade, a possibilidade de mulheres com a trissomia darem à luz ainda é uma novidade para muitos. Se não houver problemas graves de ovulação, elas podem engravidar normalmente.
Assim como ocorre com mulheres sem a trissomia, a gravidez só é considerada de risco se a gestante apresentar algum problema de saúde que justifique cuidados extras, como cardiopatia, pressão alta, diabetes ou obesidade. No entanto, a ocorrência dessas patologias associadas é maior nas pacientes com síndrome de Down.
O tipo de parto é definido de acordo com o estado geral da mulher e do bebê – caso a mãe tenha um problema de saúde para a qual não seja indicado o parto normal e/ou o bebê apresente alguma malformação, a cesárea será o método escolhido. A vontade da paciente também é levada em consideração: se ela e sua família se sentirem mais seguras com a cesárea, o médico provavelmente fará esta opção.
Pelo menos metade de todas as mulheres com síndrome de Down ovulam e são férteis. Entre 35 e 50 por cento das crianças nascidas de mães com síndrome de Down são susceptíveis de ter trissomia 21 ou outras deficiências de desenvolvimento.
Já os homens com síndrome de Down dificilmente têm filhos. Embora não haja muitos estudos sobre o assunto, acredita-se que a infertilidade seja consequência de um menor número de espermatozoides e de uma maior lentidão em sua movimentação, o que dificulta a ocorrência da fecundação.
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