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Uma História de Luta e Vitória

  • Mayara Piperno
  • 13 de dez. de 2018
  • 2 min de leitura

Era dia seis de fevereiro de 2010, um sábado de muito sol, um dia bonito e comum, não era nenhuma data especial, feriado ou coisas do tipo que comovesse um grande número de pessoas. Porem para uma família esse dia seria muito especial, pois após sete dias internada, Cristiani daria a luz a uma criança que foi muito aguardada por todos e que desde do momento em que se teve notícia de que Leticia viria ao mundo tudo mudou, afinal aos quatro meses de gestação ela já queria nascer, mas conseguiu esperar até os sete meses.

Leticia chegou, pequena apenas 42 cm, magrinha com 2,420 kg, linda, uma aparência que trazia tranquilidade após todo o transtorno, aparentemente muito saudável. Tudo ocorria normal, após os exames de rotina descobriram uma hipoglicemia, que a fez ficar na uti por dois dias, depois foi para o quarto de hospital, lá ela estava com uma sonda, o que parecia incomoda-la muito. Ela continuava bonita, mas já não estava tão feliz, pelo contrário angustiada com aquilo tanto que tirou aquela sonda, mas era necessário, pois era necessário para não continuar perdendo peso, após cinco dias internada ela chegou a pesar 1,800 kg e para ir para casa era necessário atingir 2,000 kg, mesmo com muito esforço não foi possível chegar ao peso ideal, mas após verem tanto sofrimento e esforço de sua mãe acabaram autorizando sua ida para casa.

O dia de ir para casa chegou, mais um dia muito quente, a alegria de todos estava aparente no rosto, já ela tão pequenina não entendia nada, mas sentia que as coisas estavam mudando, porém não era esperado que tudo isso acontecesse, então em seu nome foi acrescentado mais um, Cássia, por sua família ser muito devota de Santa Rita de Cássia e Leticia ter conseguido vencer essa batalha, foi feita uma homenagem em forma de agradecimento.

O tempo foi passando e continuava cada vez mais linda, com os cabelos ondulados e os olhos castanhos, gordinha, inteligente e arteira. Aos nove meses já engatinhava, com um ano e um mês já andava e com dois anos já tinha sua personalidade definida. Linda sempre foi, arteira também, mas era determinada, brava, sempre mandando em tudo, se achava a dona do pedaço.

Atualmente aos oito anos, suas características físicas permanecem as mesmas, já as suas psicológicas se firmaram ainda mais: determinada, comunicativa, sua palavra tem sempre que ser a última, caso contrário ela não está satisfeita, falante, adora debater e irritar as pessoas, quando falam que criança de sete meses é levada devemos acreditar, pois a experiencia mostra isso.


 
 
 

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