Suicídio: Uma luta diária
- Mayara Piperno
- 6 de jul. de 2018
- 2 min de leitura
Entre 2011 e 2016, 62.804 pessoas cometeram suicídio, 79% são homens e 21% é mulher.
Suicídio, uma palavra que para muitas pessoas não faz parte do seu dia a dia, mas que para muitas é uma expressão que não sai da sua cabeça. No Brasil, por ano, cerca de 11 mil pessoas tiram a própria vida, além de ter um aumente de 12% em 4 anos.
Conforme a pesquisa, por faixa etária, os idosos são os que mais cometem suicídio, eles representam 8,9 a cada 100 mil habitantes; por etnia, são registradas 15,2 de mortes indígenas; 5,9 entre brancos; 4,7 entre negros; e 2,4 mortes entre amarelos.
Entre os fatores de risco para o suicídio estão transtornos mentais, como depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões sociodemográficas, como isolamento social; psicológicas, como perdas recentes; e condições incapacitantes, como lesões desfigurante, dor crônica e neoplasias malignas.

“Eu sempre fui uma criança sozinha e tinha dificuldades para fazer amizades, até o ensino fundamental sofria bullying por coisas banais e foi só piorando. Aos 15 anos fui identificado com leucemia e fiquei o ano inteiro fazendo quimioterapia e meu cabelo foi caindo, me senti horrível, passei por várias cirurgias e agora dois anos depois, tenho depressão severa, transtorno de ansiedade e as vezes tenho ataques de pânico, penso em suicídio todos os dias, faço acompanhamento com psicólogo e psiquiatra e me mutilo em dias que estou triste ao extremo. ” Depoimento do João (*) de 17 anos.
A busca por suicídio aumentou 19% após a série “13 Reasons Why”, no google as palavras chaves “como se suicidar” aumentaram 26%; “suicídio”, 18%; e “como se matar”, 9%. Por outro lado, a procura por frases como “prevenção ao suicídio” aumentou 23% e “linha direta de prevenção ao suicídio”, 12%. Entre os jovens de 15 a 29 anos, a autodestruição fica na quarta posição.
Em situações como essa a família é muito importante para auxiliar, João (*) nos contou um pouco sobre isso “ Eles tentam me ajudar, mas sempre recaio e depois que contei sobre eu ser bissexual outros problemas vieram à tona, sabem do meu problema, me ajudam com remédios e terapias, mas não adianta muito as vezes tomo doses exageradas para não pensar em nada. ”

Para poder identificar uma pessoa que é martilhado por essa vontade de tirar a própria vida tem 5 sinais para ajudar: 1- Mostrar tristeza excessiva e isolamento; 2- Sofrer alterações de comportamento ou visual; 3- Tratar de assuntos pendentes; 4- Demonstrar calma repentina; 5- fazer ameaças de suicídio. Depois de identificar essas características é importante entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida, através do número 141 ou188.
(*) Entrevistado preferiu não se identificar.
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